Reconhecer

Não é fraqueza. É neurobiologia.
Reconhecer a biologia do trauma é essencial para entender que viver sob ameaça constante ativa cronicamente o sistema nervoso simpático, comprometendo memória, julgamento e a capacidade de tomar decisões.
É justamente esse impacto neurobiológico que coloca a mulher à mercê de uma das ferramentas mais eficazes do abusador: o isolamento social.
Ao afastar a mulher de sua comunidade de apoio, ele amplia a dependência emocional e reduz as chances de pedir ajuda.
Nem todo ‘cuidado’ em um relacionamento é realmente cuidado. Às vezes, aquilo que parece proteção é controle disfarçado. Vigiar mensagens, afastar amigos, criticar roupas, isso não é amor.
É violência.
Dra. blenda oliveira
psicóloga
Vergonha não é só consequência.
É o que impede a denúncia.
76%
relataram já ter vivido ou viver em estado de alerta e estresse constante dentro de uma relação.*
94%
das pessoas ainda acreditam que mulheres sentem que devem sexo ao parceiro em um relacionamento.**
**Enquete canal WhatsApp “Precisamos Falar” (238 de 316 respondentes).


O ciclo da violência.
A literatura sobre violência contra a mulher é consistente: em média, uma mulher tenta deixar o relacionamento abusivo sete vezes antes de conseguir sair definitivamente. O ciclo da violência, descrito pela psicóloga Lenore Walker, nos ajuda a compreender: tensão, explosão, reconciliação e lua de mel. Na fase de lua de mel, quando o agressor é gentil, pede desculpas e promete mudança, ele realmente parece o homem por quem ela se apaixonou.
Isso acontece porque os laços afetivos, a dependência financeira, a rede social compartilhada, a vergonha, o medo de represália, os filhos, muitas vezes, criam um sistema de contenção muito mais complexo do que parece de fora. Não é ingenuidade. É a experiência real dela.
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Um guia produzido por especialistas, com orientações para entender e agir diante da violência contra a mulher, trazendo rigor técnico e linguagem clara para que todos entendam os ciclos de violência e nosso papel como sociedade.

