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Agir

o que podemos fazer AGora.

Além das mulheres que são vítimas, filhos, familiares, amigos e colegas que convivem com situações de violência também carregam marcas. Presenciar agressões, viver sob tensão constante ou sentir se impotente diante da dor de alguém que você ama pode gerar culpa, ansiedade e medo.

Guarde evidências

Salve mensagens de texto, e-mails, prints, áudios, fotos e vídeos de ameaças, lesões ou/e danos que possam servir como prova.

Registre boletim de ocorrência

Faça o B.O. imediatamente após o fato. Muitos estados permitem o registro online.

Faça exame de corpo de delito

Em casos de violência física ou sexual, procure uma delegacia ou hospital para o exame. Essa é uma prova técnica muito importante.

Guarde documentos importantes

Mantenha documentos pessoais, laudos médicos, receitas, fotos e registros de atendimento.

Testemunhas também são prova

Conte para pessoas de confiança. Quem presenciou fatos ou percebeu mudanças pode testemunhar no processo.

Conte para alguém

Além de ser importante para sua segurança, relatar o que está acontecendo cria registros que podem ajudar no futuro.

Em relações marcadas por agressividade, muitas pessoas começam a medir cada palavra, evitar certos assuntos, sentir medo durante conversas simples. Nem toda discussão precisa de resposta. Não reagir também é se proteger.

Tatiane zaram,
psicóloga

  • Se você presencia violência em casa –  Você não precisa resolver sozinho(a). Converse com alguém de confiança. Ligue 180 para saber como ajudar de forma segura.
  • Se você conhece alguém em situação de risco – Acolha sem julgamento. Ofereça informação, não pressão. Estar presente já é uma forma poderosa de proteção.
  • Acolha sem julgar – O acolhimento começa com a escuta empática, com frases como “Eu acredito em você”, “A culpa não é sua” e “Eu estou aqui”. Nunca pergunte: “Por que você não sai disso?” e não pressione a vítima por uma decisão imediata. Ofereça o 180 sem cobrar que ela ligue.