Sustentabilidade
  • 31 de JUlho 2020

Pode ser difícil acreditar que a
Amazônia, com os seus cinco milhões de quilômetros quadrados, correspondente a 42% do território brasileiro, possa sumir do mapa. Pense, então, no tamanho de mil campos oficiais de futebol juntos. Se você conseguiu ter ideia dessa dimensão, saiba que é a quantidade de área que a floresta perde por hora, segundo monitoramento sobre desmatamentos na região feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Isso acontece ao mesmo tempo em que nos damos cada vez mais conta da imensa relevância das florestas para as nossas funções sociais e econômicas essenciais: regulação do clima, fornecimento gerou de água, alimentos e medicamentos, sequestro de carbono. Só pra dar uma ideia, em 2018, a economia das florestas brasileiras, apenas nas áreas de vegetação nativa,gerou 11.638 empregos formais. No ano anterior, a cadeia de produtos naturais originada na extração das florestas movimentou R$ 1,3 bilhão, preservando a biodiversidade e garantindo a sobrevivência das populações nesses locais.

Era 1992 quando o Brasil recebia a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. O evento, que por aqui ficou conhecido como Eco-92, foi considerado um marco para a conservação ambiental do planeta.

Ainda que até então pouco se falasse sobre a preservação do meio ambiente, dois anos antes, exatamente em setembro de 1990, nosso fundador Miguel Krigsner dava início à Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Mais do que chamar a atenção para a causa, o desejo dele era garantir que a biodiversidade fosse priorizada a partir do apoio a ações que atendessem aos principais desafios do tema dos pontos de vista ambiental, social e econômico – objetivo que vem sendo materializado ao longo dessas três décadas de existência. Anualmente, 1% da receita líquida do Grupo Boticário é destinada aos projetos da Fundação e também do Instituto Grupo Boticário, além de sermos a empresa com a maior área privada de reservas naturais preservadas do Brasil.

Mesmo com o relevante braço da FGB respondendo pela prática das iniciativas, entendemos que a preservação da biodiversidade não é papel apenas de fundações, ONGs ou do poder público. Como empresa que carrega o sucesso responsável como essência, sabemos o impacto das nossas mensagens e ações, especialmente entre os nossos consumidores.

É por isso que no Dia de Proteção às Florestas todas as nossas marcas decidiram “desaparecer” para incentivar que as atenções fossem direcionadas a discutir o tema e encontrar os caminhos para resolver o problema.

Inédita, a iniciativa pegou de surpresa os 21 milhões de seguidores das redes sociais do @grupoboticario @institutogrupoboticário @oboticario @quemdisseberencice @eudora @beautybox @eume @vult @belezanaweb e até das nossas operações internacionais @oboticariopt @quemdisseberenicept e @oboticariocol. No lugar dos últimos lançamentos ou daquele produto preferido, eles encontraram os feeds parte ou totalmente invisíveis, representando a ameaça de desaparecimento das nossas florestas pelo desmatamento. No lugar, apenas um único post branco com uma pontinha de floresta chamava atenção e convidava o seguidor a conhecer @fundacaogrupoboticario – que encabeçou toda a ação – e descobrir onde estava o restante daquela floresta exuberante, uma referência à contribuição de todas as marcas para o trabalho da FGB!

A Malu, que é diretora-executiva da Fundação, destaca que independentemente da forma distinta como as nossas marcas definem o seu território comercial e socialmente, “há temas que são de interesse comum para a evolução da sociedade e, portanto, delas próprias e de seus consumidores”.

Assumir a corresponsabilidade em abordar questões que ultrapassam os limites exclusivos do seu negócio é um sinal de maturidade das marcas no relacionamento com os seus públicos. Está claro que as pessoas já não consomem apenas um produto, mas, também, os propósitos e causas atrelados a ele.

Malu Nunes, diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza