Nossas pessoas
  • 20 de dezembro 2019

O ano vai chegando ao fim e a preocupação é sempre a mesma: como dar conta dos presentes de todo mundo? É na melhor das intenções que a gente procura agradar quem esteve por perto. Mas e se você pudesse presentear alguém que nem conhece com mais natais, réveillons e aniversários em família? É nesse clima de solidariedade que convidamos você a espalhar amor, tornando-se um doador de órgãos e de sangue.

Imagine salvar ou melhorar a qualidade de vida de 20 pessoas. Este é o número médio de pacientes beneficiados com a doação de órgãos, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). O transplante é a única esperança de recomeço para 45 mil pessoas que aguardam na fila só no Brasil. Ao tornar-se doador, você contribui não apenas com a vida do paciente, mas também com a de familiares e amigos que enfrentam a angústia da espera. É por isso que a doação de órgãos deve ser vista como um ato de amor. Hoje por um desconhecido, amanhã por um parente, amigo ou até mesmo você.

O Brasil é considerado referência mundial na área de transplantes. Nosso Sistema Único de Saúde (SUS) é o maior do mundo, financiando cerca de 96% de todos os procedimentos realizados no país, que é o segundo maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Por aqui, os pacientes recebem assistência gratuita e integral.

Com exceção dos portadores de câncer ou doenças infecciosas, como HIV e hepatite, qualquer pessoa pode doar amor, em vida ou em morte.

Doador vivo: desde que não prejudique a saúde, é possível doar um dos rins e parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores em vida. Não parentes, somente com autorização judicial.

Doador falecido: pacientes com morte cerebral, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral, podem doar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões.

De acordo com a ABTO, cerca de 43% das famílias ainda se recusam a doar. Portanto, para se tornar doador de órgãos, converse com os seus familiares próximos e deixe claro o seu desejo de doar amor. Pela legislação brasileira, a doação é feita somente após a autorização da família. Para isso, é fundamental falar abertamente sobre o assunto, mesmo que ele seja delicado.

Outra maneira de presentear alguém com o futuro é por meio da doação de sangue. Com esse gesto solidário, você ajuda pessoas que estão passando por intervenções complexas como transfusões, cirurgias e tratamentos contra o câncer. Pacientes com doenças crônicas graves e feridos em situações de emergência também são beneficiados.

Para que os estoques dos bancos de sangue estejam sempre abastecidos, precisamos adotar uma cultura de doações regulares e espontâneas. Assim, o nosso amor vai atingir não apenas pessoas próximas, mas também desconhecidos, que poderão viver sem medo.

Para doar sangue, procure o Hemocentro da sua cidade. Lá você fará uma entrevista rápida para verificar se atende aos requisitos necessários para a doação. Antes de dirigir-se até o local, siga estas orientações:

A Silmara virou especialista no assunto de transplante desde que sua filha Rafaela precisou de uma doação para sobreviver. Quando a Rafa tinha apenas 8 meses, ela começou a apresentar problemas no fígado e um transplante precisou ser realizado. O fígado é um órgão que pode ser doado em vida, assim, seu pai Anderson foi o doador e correu tudo bem na cirurgia. Agora, 10 anos depois desse renascimento, por complicações de rejeição do órgão, a Rafa vai precisar fazer um novo transplante. E sabe quem é a primeira opção de doadora da fila? A Silmara.

Durante todo esse processo, Silmara conta que recebeu muita força e apoio de seus colegas e coordenadores. Também acredita que campanhas de conscientização ajudam a divulgar a importância desse assunto tocando o coração das pessoas.

A Leatrice, ou “Léa”, descobriu numa consulta de rotina que precisaria fazer um transplante de córnea. Este órgão não tem vascularidade (irrigação sanguínea), o que diminui os índices de rejeição e elimina a necessidade de compatibilidade com o doador. Mesmo assim, o susto ao saber que precisaria fazer um transplante foi grande.

Outra surpresa foi descobrir que recebeu a córnea de uma criança, que faleceu aos 12 anos, o que gerou uma mistura de tristeza com gratidão pela generosidade da família. Com o transplante também veio a consciência de que toda doação é um ato de amor e o que realmente importa na vida é a diferença que você pode fazer na jornada de outra pessoa, afinal, como ela mesmo pontuou “a vida é um ciclo”.

Aqui no Grupo Boticário, já estamos discutindo esses assuntos desde setembro, quando lançamos a campanha #DoeAmor. Durante os últimos meses, conscientizamos os nossos colaboradores em diversas datas especiais, como o Dia Nacional de Doação de Órgãos (27 de setembro), o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue (25 de novembro), o Dia de Doar (3 de dezembro) e o Dia do Voluntariado (5 de dezembro).

Na reta final da campanha, todas as nossas marcas de consumo se uniram para espalhar amor nas redes sociais, cada uma do seu jeito. E para fechar com chave de ouro, a doação de órgãos foi tema da campanha de Natal de O Boticário, cujo filme trouxe uma mensagem baseada na solidariedade como um presente para o futuro. Confira!


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