Sustentabilidade
16 DE OUTUBRO 2019

Restos de legumes e caixinhas de leite na mesma lixeira, arquivos a mais que você imprimiu e não usou, aquele copo descartável inocente… Quando olhamos assim, individualmente, pode parecer pouco. Mas se refletirmos que esses pequenos hábitos são reproduzidos por milhões de pessoas, temos um exército de lixo, papel e plástico sendo depositado no mundo de maneira desenfreada todos os dias. E, apesar de assistirmos aos oceanos virando lixões a céu aberto, por que ainda é tão difícil repensar nossas atitudes e mudar nosso comportamento?

O fato é que já estamos sendo intimados há algum tempo. Em 2019, nosso planeta enviou a conta mais cedo. A humanidade entrou em débito com a Terra no dia 29 de julho ao esgotar os recursos naturais que deveriam ser suficientes para o ano inteiro. Desde então, estamos consumindo mais do que a natureza consegue regenerar. Ao final deste ano, teremos consumido o equivalente a 1,7 planeta Terra.

O Dia da Sobrecarga da Terra, estudo feito pela organização americana Global Footprint Network (GFN), tem sido cada vez mais antecipado. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a projeção é que em 2030 nós precisemos da capacidade de dois planetas Terra para dar conta da nossa demanda de consumo.

O que fazer, então, para evitar que essa previsão aconteça? O Grupo Boticário resolveu promover essa discussão para repensarmos a nossa relação com o lixo, o papel e o plástico — reduzindo, assim, o impacto da humanidade no meio ambiente. Confira!

Só no Brasil, são produzidas anualmente quase 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos. É como se, para jogar fora todo esse lixo, precisássemos de cerca de 200 estádios do Maracanã, que fica no Rio de Janeiro, ocupa uma área de 200.000 m² e tem capacidade para 78 mil pessoas. Acontece que, quando se trata de lixo, não existe esse negócio de jogar fora.

Tudo aquilo que descartamos interfere de alguma forma no meio ambiente. O estudo feito pela ONG paulista Giral Viveiro de Projetos mostra que, dos 32% de todo esse lixo que poderia ser destinado à reciclagem, apenas 3% passa por algum processo de coleta seletiva. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, perdemos R$ 8 bilhões ao ano em resíduos sólidos que poderiam ser reciclados.

Para além dos ganhos financeiros, imagine só quanto o planeta ganharia com a nossa consciência sobre o lixo que produzimos? Para incentivar os nossos colaboradores a repensarem suas atitudes, substituímos 3.265 lixeiras de cada estação de trabalho por 842 ilhas de coleta seletiva nas áreas de maior circulação, estimulando o descarte correto de plástico, papel, vidro, metal e resíduos orgânicos.

São ações que começam aqui no Grupo Boticário, mas que podem ser facilmente levadas para fora da empresa.

Para além dos ganhos financeiros, imagine só quanto o planeta ganharia com a nossa consciência sobre o lixo que produzimos? Para incentivar os nossos colaboradores a repensarem suas atitudes, substituímos 3.265 lixeiras de cada estação de trabalho por 842 ilhas de coleta seletiva nas áreas de maior circulação, estimulando o descarte correto de plástico, papel, vidro, metal e resíduos orgânicos.

São ações que começam aqui no Grupo Boticário, mas que podem ser facilmente levadas para fora da empresa.

O processo de produção de papel é responsável por um dos maiores índices de consumo de água do mundo. Segundo a organização Water Footprint Network (WFN), são necessários 3 litros de água para produzir uma única folha de papel A4. Por isso, o simples ato de usar os dois lados do papel nas impressões faz toda a diferença. Uma empresa que usa 50 mil folhas de papel ao mês, por exemplo, poderia gerar uma economia de 32 mil litros de água.

E mais: se outras 20 empresas aderissem à prática, a economia seria suficiente para abastecer 30 famílias por um ano inteiro. Aqui no Grupo Boticário, nossa ação foi trocar as antigas impressoras por novas máquinas, mais modernas e econômicas — tanto em energia elétrica quanto em tinta. Elas também foram configuradas para fazer impressões em padrão frente e verso. Além de menos papel, isso significa menos liberação de CO2 no meio ambiente.

Não é porque você não cortou a árvore…

Felizmente, a cultura digital tem levado as pessoas e as organizações a manterem seus documentos em ambiente virtual. Porém, o uso do papel vai além da impressão e está presente em muitos outros momentos do nosso dia a dia, como nas embalagens de produtos que consumimos. E se não dá pra deixar de usar, reduzir já é uma excelente forma de contribuir.

Tá aí outro dado alarmante, especialmente se considerarmos que o plástico leva em torno de 400 anos para se decompor na natureza. Só o Brasil produz mais de 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, segundo o World Wide Fund for Nature (WWF). Somos o quarto país no ranking de produção de plástico, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia.


Acredite: mesmo que não sejamos nós a jogar o lixo diretamente no mar, se a atitude de todo mundo não mudar, em pouco tempo ir à praia será coisa do passado. Não tem outro jeito: é preciso reduzir o consumo de plástico. Estabelecimentos comerciais estão sendo pouco a pouco proibidos de fornecerem canudos e sacolas, mas nós também podemos fazer a nossa parte.



A gente ainda não chegou lá, mas a meta é essa. Começamos distribuindo, gratuitamente, copos e canecas reutilizáveis aos colaboradores do Grupo Boticário. Acreditamos que, para nos tornarmos realmente sustentáveis, precisamos de um choque de cultura. E por isso propomos um desafio a todo o nosso time: permanecer uma semana inteira sem usar copos plásticos. A campanha, promovida entre os dias 23 e 27 de setembro, foi uma maneira de transmitirmos a dimensão do impacto do nosso consumo no meio ambiente. Só neste período, evitamos o descarte de 50 mil copos plásticos.

Durante muito tempo, aquele papel de bala que jogamos no chão não foi uma preocupação direta. Guardá-lo no bolso até encontrar uma lixeira, porém, é um dos comportamentos que precisamos aprender — já que ele pode acabar parando no mar, poluindo a vida marinha. Como empresa, o Grupo Boticário está fazendo o possível para contribuir com essa consciência, mas ela deve ser despertada em cada um de nós, nas simples ações cotidianas. Portanto, comece por você e incentive os outros!

Mesmo que não tenha condições de investir em lixeiras de coleta seletiva, separar os materiais recicláveis e os orgânicos já é um ótimo começo. Como?

Sabe a sacolinha que você usa na lixeira? Comece a usar duas separadamente: uma para descartar resíduos orgânicos e outra para descartar plástico, papel, vidro e metal.

Antes de jogar fora qualquer resíduo descartável, procure remover impurezas e reduzir o espaço que ele ocupa. A caixinha de leite, por exemplo, precisa ser lavada e aberta.

Verifique se na sua cidade há coleta seletiva e descubra o dia em que o caminhão passa pela sua região. Assim, você pode descartar esses resíduos no dia certo, contribuindo para que ele tenha destinação correta.

Mesmo que não haja coleta seletiva passando na sua rua, você pode separar os resíduos e levar até pontos de coleta. Supermercados, ONGs e até parques costumam receber esses materiais, desde que organizados adequadamente.

Caso você queira aproveitar o resíduo orgânico e transformá-lo em adubo para as plantas da sua casa, veja como fazer uma composteira vegana.

Quando for ao supermercado ou à feira, prefira usar sacolas retornáveis ou carrinho de metal para transportar suas compras.

Use garrafas de vidro para manter a água na geladeira.

Tenha uma caneca reutilizável em casa e no trabalho.

Compre produtos a granel com embalagem de papel.

Reaproveite os saquinhos de papel da padaria para descartar o papel higiênico.

Se você trabalha em casa e tem um escritório, configure também a sua impressora para usar os dois lados das folhas.

Incentive sua família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e quem mais você puder a adotar esses comportamentos.

Como você viu, é possível tornar o nosso consumo realmente sustentável com pequenas práticas do dia a dia. O importante é repensar e começar. E aí, o que você tem feito para diminuir o impacto das suas ações no planeta?

TAGS: #praticassustentaveis #rotinasustentavel #sustentabilidade #consumoconsciente